A forma como nos vemos, nos relacionamos e enfrentamos os obstáculos da vida é diretamente afetada pela forma como nos vemos, nos relacionamos e enfrentamos os obstáculos da vida é diretamente afetada pela autoestima. De acordo com o psicólogo Walter Riso (2012), a autoestima não é algo que herdamos, mas sim algo que é construído ao longo de nossa trajetória, com base nas experiências, crenças e percepções que formamos sobre nós mesmos.
Quando alguém confia em suas habilidades, tende a agir com mais segurança e entusiasmo perante a vida. Por outro lado, pensamentos negativos sobre si mesmo podem dificultar decisões, projetos e relacionamentos. Portanto, é importante a construção de uma relação mais carinhosa consigo mesmo.

Walter Riso (2012) define a autoestima como uma construção composta por quatro pilares:
Autoconceito: a maneira como julgamos nossa personalidade, valores e traços;
Autoimagem: a forma como percebemos nossa aparência e identidade;
Autorreforço: habilidade de identificar e apreciar conquistas e progressos;
Autoeficácia: o grau de confiança que temos em nossa habilidade de realizar tarefas.
A autoestima é perpassada por fatores sociais, culturais e familiares, como exigências, padrões de beleza, expectativas externas e vivências. Nesse cenário, o autoconhecimento é essencial, uma vez que ele pode flexibilizar crenças e desenvolver percepções mais saudáveis sobre si mesmo.

Algumas atitudes podem auxiliar nesse processo, como praticar mais autocompaixão, evitar comparações, reconhecer e valorizar suas qualidades, reavaliar metas inatingíveis e lidar com falhas e decepções como acontecimentos que fazem parte da vida. Na verdade, quando pensamos sobre nós mesmos, ter em mente que os nossos pensamentos nem sempre refletem a realidade e que, frequentemente, podem ser distorcidos por vivências emocionais negativas é primordial.
A psicoterapia pode, pois, ser uma poderosa aliada no fortalecimento da sua autoestima, ao identificar padrões de pensamentos desadaptativos, a regular as emoções e a desenvolver comportamentos mais saudáveis.
Cuidar da autoestima é um ato de autocuidado essencial para o nosso bem-estar. Sentir-se bem consigo mesmo não significa ausência de desafios, mas desenvolver a capacidade de olhar para a própria trajetória com mais compreensão, respeito e valorização.

Escrito por: Marcela Matos
Referência
RISO, Walter. Apaixone-se por si mesmo: o valor imprescindível da autoestima. São Paulo: Academia, 2012.